#investimento
Saiba como se planejar financeiramente de acordo com seu perfil
junho 14, 2019

Muita gente deseja ter uma relação mais saudável com o seu dinheiro, mas não sabe como fazer isso. Para começar, o primeiro passo é entender o próprio orçamento.

Você sabe qual é o seu perfil financeiro? Você é aquele que está sempre no vermelho, aquele que está apenas controlando bem os gastos ou aquele que investe o que ganha para aumentar o seu rendimento? Depois de definir qual é o seu perfil, é hora de se planejar financeiramente. Para começar com o pé direito, o primeiro passo é entender o próprio orçamento, como explica o especialista em finanças, Leandro Trajano. “O ideal é anotar despesas para entender com o que se gasta e quanto se gasta. Com base nisso, a pessoa vai ter números sólidos para poder tomar a decisão e reposicionar algumas prioridades”, explica.


Perfil devedor
Quem tem dívidas para quitar deve começar a se planejar. Organizar as contas pendentes antes de qualquer coisa, ajuda a ter o conhecimento real do que está em aberto. Depois disso, o segredo é listar todos os pagamentos por fazer, para que seja possível visualizar melhor onde mexer e para não se perder ao longo das parcelas.


Esse perfil de consumidor precisa se cuidar, diz Leandro, porque quanto mais se deve, mais perdido se fica. “O ideal é baixar as dívidas com juros mais altos, que têm maior potencial de se transformar em uma bola de neve, e focar em serviços essenciais. Não adianta de nada pagar as dívidas e ficar sem o básico”, pontua.

Perfil equilibrado
Quem não fica devendo a ninguém, mas também não consegue guardar dinheiro, também precisa entender melhor suas próprias finanças para saber onde pode economizar. Para sair do perfil equilibrado para o poupador, devem-se encontrar oportunidades de reduzir despesas fixas e variáveis.

O conselho de anotar despesas para entender melhor o orçamento mensal ainda vale neste perfil. “Realmente, é anotar as despesas por um, dois meses, para entender melhor o comportamento”, completa. Mas a dica de ouro, para Leandro, é tentar substituir o cartão de crédito pelo de débito ou pelo dinheiro vivo, sempre que possível. “Com o cartão de crédito você simplesmente joga o gasto para frente; o fluxo fica alterado”, continua. A melhor opção é usar certos gatilhos para o uso do cartão de crédito, como determinar um valor mínimo para dividir compras.


Realmente, é anotar as despesas por um, dois meses, para entender melhor o comportamento”, completa Leandro.


Uma forma cada vez mais difundida de tomar para si o controle do orçamento é aderir às contas digitais. Nelas, o usuário resolve tudo de forma independente, online, sem necessariamente precisar ir até uma agência ou solicitar auxílio de um gerente. Elas são baseadas no autosserviço – quando necessário, o atendimento segue de forma personalizada e individual. É o caso da Woop, conta digital da cooperativa de crédito Sicredi Recife, que foi lançada em 2018.

Com linguagem simples e descomplicada, o objetivo é atrair novos e antigos usuários e conectá-los com as tendências digitais. Este tipo de conta corrente é como uma conta corrente comum: oferece quatro saques gratuitos por mês, depósito via boleto bancário, transferências ilimitadas entre contas Sicredi e Woop e um cartão para compras e saques.


Perfil poupador/investidor
No caso mais confortável dos três, o perfil poupador/investidor deve trabalhar para manter a tranquilidade financeira, mas sempre tentando buscar as melhores alternativas para que o investimento seja cada vez mais rentável. “O objetivo é sair do nível simplesmente de poupador, que é aquela pessoa que põe dinheiro em um investimento de baixa rentabilidade. É passar a investir melhor, otimizar o potencial da poupança”, diz.

Leandro sugere pesquisar sobre investimentos de renda fixa, como o Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), cujas rentabilidades são maiores que as da poupança. Mas isso só se o investidor sentir a segurança necessária. É fundamental procurar se atualizar cada vez mais. “Conhecimento é a chave da mudança. A pessoa vai passar a conhecer cooperativas de crédito ou corretoras, por exemplo, que têm taxas mais interessantes”, afirma.

Uma cooperativa de crédito, como a Sicredi Recife, é uma instituição financeira formada pela associação de pessoas, com os mesmo produtos e serviços que as instituições bancárias comuns. As taxas são diferenciadas e a filosofia é voltada para a sustentabilidade: todos os associados são considerados donos do negócio e participam das decisões coletivas. “Para mim, o diferencial das cooperativas é o atendimento mais direcionado, que se distancia muito dos bancos tradicionais. E o Recibo de Depósito Cooperativo (RDC) vem conseguindo remunerar mais que os grandes bancos também”, conclui.

Fonte: NE10 – Blog de Jamildo

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Comentários
  1. administrador disse:

    dddd

  2. administrador disse:

    asdasdsa

  3. administrador disse:

    teste novo comentario