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A singularidade das instituições financeiras cooperativas
26 de novembro de 2020
A singularidade das instituições financeiras cooperativas

O cooperativismo é uma iniciativa socioeconômica embasada em valores e princípios que objetivam a construção de uma vida melhor para cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo.


O cooperativismo conecta as pessoas a uma vida mais digna em face de colocá-las no centro das atenções, reservando ao capital um papel instrumental, onde os ganhos obtidos pelo trabalho coletivo pertencem a todos e são distribuídos proporcionalmente à razão dos seus esforços, contribuindo para uma sociedade mais equilibrada, inclusiva e sustentável.


As instituições financeiras cooperativas constituem a manifestação de um dos formatos do cooperativismo, mas não são um banco convencional, pois nascem da vontade e da necessidade de um grupo de pessoas para o exercício da mutualidade e de soluções financeiras, a exemplo da Sicredi Recife, fundada há 27 anos; já um banco surge da iniciativa do dono do capital que tem o objetivo de rentabilizá-lo e gerar lucros para si.


Em poucas palavras, na Sicredi Recife, uma instituição financeira cooperativa, prevalece o interesse coletivo dos donos, a ampliação da oferta de serviços e inclusão financeiros, enquanto num banco impera o interesse do banqueiro!


Consequentemente, ser o dono de uma instituição financeira, constitui a principal motivação para ser associado da Sicredi Recife, pois o associado é o destinatário das soluções, enquanto num banco seria apenas um terceiro, um simples cliente, nada mais do que isso.
Essa é a essência da diferenciação


Ressalte-se que a Sicredi Recife aplica os recursos na Região Metropolitana do Recife, onde gera novas formas de riqueza, pois a sua política creditícia e de gestão da poupança estão aqui focadas, propiciando um ciclo virtuoso de geração de renda e empregos, consumo, incremento do faturamento das empresas e de impostos para o setor público, que deve investir no desenvolvimento econômico e social e na capacidade produtiva.


O então presidente do BACEN, Alexandre Tombini, disse que
“onde há presença forte do cooperativismo, há uma tendência de as tarifas financeiras e as taxas dos empréstimos serem menores do que nos municípios onde o cooperativismo de crédito não está presente”, destacando a importância das cooperativas de crédito num país com alta concentração bancária, pois contribui para a redução dos custos da atividade de intermediação financeira.


A segurança e a solidez das instituições financeiras cooperativas estão preconizadas nas regras operacionais e diretrizes de governança oriundas do BACEN, no FGCoop, na supervisão pelos Conselhos de Administração e Fiscal, além da fiscalização da autoridade monetária.


Assim, a Sicredi Recife, a sua instituição financeira, com quase R$ 600 milhões de ativos, é um ator essencial da melhoria da qualidade de vida dos seus donos e colaboradores, contribuindo para o desenvolvimento econômico da nossa região.


Texto elaborado por Elias Bispo,
Consultor AC Brasil Consultoria

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